domingo, 4 de março de 2012

O Hediondo Hedonismo Hodierno.


                  Hediondo Hedonismo Hodierno
Nesses dias eu batia um papo com uma amiga e o tema de nossa conversa girava em torno das perdas de valores que a nossa sociedade se responsabilizou como a mais hipócrita de todas as gerações...
Mitologia Nórdica?
Não!
E nem tampouco Mitologia Grega!
Aliás, o Olimpo está à venda, a Grécia foi abandonada por seus deuses e está que-bra-do-na!
Lotearam a antiga Grécia da histórica arquitetura em ruínas e pós-moderna pela sua euro-economia..., e até o Brasil teve parte neste quinhão!
Isso são os resultados do mundo hodierno – moderno que cada vez mais se capitaliza selvagemmente!
Nada mais original do que a expressão extraída do grego [hedonismo] para classificar a nossa sociedade hodierna que vive na mórbida hediondez.
Sendo assim, assim vem sendo essa teoria que sustenta que o melhor ou o mais proveitoso que existe na vida é a conquista do prazer e a fuga da dor, de modo que a primeira pergunta que se deve fazer não é: “Isso é correto?”, mas: “Trará prazer?”.
Fomos forçados a aprender que tudo é relativo!
Nem todos os hedonistas têm uma vida de vícios, mas a tendência geral do hedonista é desculpar o pecado e disfarçá-lo, como se fosse uma pílula açucarada, com designações como: é uma fraqueza inofensiva; um pequeno desvio; uma mania de sentir prazer; o fogo da juventude (a exortação de Paulo feita a Timóteo).
Ora, eles des-culpam o pecado com expressões como: “Errar é humano”; “O que é natural é belo, e o que é belo é correto”. Aliás, é sobre essa teoria que se baseia o ensino moderno de “autoexpressão”. Em linguagem técnica, o homem deve “libertar suas inibições”; em linguagem simples, “ceder à  tentação (algo que antes da Queda deveria ser “resistido” agora torna-se tão relativo quanto uma oportunidade de “se cair” outras vezes), porque reprimi-la é prejudicial a saúde”(POR FAVOR SENHORES PSICOLÓGOS NÃO ME JULGUEM UM RELIGIOSO FANATICA-MENTE FUNDAMENTALISTA CRISTÃO - risos).
Naturalmente, isso muitas vezes representa um intento para justificar a imoralidade. Mas esses mesmos teóricos não concordariam que a pessoa desse liberdade as suas inibições de ira, ódio criminoso, inveja, embriaguez ou alguma outra tendência similar.
No âmago dessa teoria, está o desejo de diminuir a gravidade do pecado pra ofuscar a linha divisória entre o Bem-mau-visto e o Mal-bem-visto, o certo-como-consciência-do-que-é-correto e o errado-como-consciência-que-julga-o-incorreto. Representa uma variação moderna da antiga mentira: “certamente morrerão!” (Gên.3,4).  Esta frase soa familiar? De certo para muitos cristãos!
Muitos descendentes de Adão têm engolido a amarga drágea do pecado, adoçada com a suposta segurança que quer apenas suavizar a situação: “Isto não lhe fará dano algum”.
Engano!
Um  exemplo bastante simples do que quero dizer é, hipoteticamente o bem sendo simbolizado pela cor branca e o mal pela cor preta, porém alguns querem misturá-las – “Eu que mando em mim e não devo satisfações a ninguém!”- ao dar-lhes uma coloração cinzenta e neutra. Contudo, a admoestação divina àqueles que procuram confundir as distinções morais é esta: “Ai dos que chamam ao mal bem e ao bem, mal”. (Is.5.20).
Em Romanos no cap.1 a voz do Apostolo Paulo ainda ecoa aos nossos ouvidos com bastante contemporaneidade..., “porquanto, tendo conhecido a Deus, contudo não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes nas suas especulações se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se estultos, e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Por isso Deus os entregou, nas concupiscências de seus corações, à imundícia, para serem os seus corpos desonrados entre si; pois trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura antes que ao Criador, que é bendito eternamente. Amém. Pelo que Deus os entregou a paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural no que é contrário à natureza; semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para como os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro. E assim como eles rejeitaram o conhecimento de Deus, Deus, por sua vez, os entregou a um sentimento depravado, para fazerem coisas que não convêm; estando cheios de toda a injustiça, malícia, cobiça, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, dolo, malignidade; sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes ao pais; néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, sem misericórdia; os quais, conhecendo bem o decreto de Deus, que declara dignos de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que as praticam".
O texto paulino é claro, límpido, coerente e se repete em nossa geração de morte!
Paulo “reprova” a sua geração e denuncia uma moral fetichista e homossexualista – aliás, seja qual for o movimento que lute pra dissolver ao valores humanos essenciais e do padrão criado por Deus acerca da família devem ser combatidos!
Roma  era arquétipo de uma sociedade hedonista-hedionda onde o imperador romano (César) era amante de todas as mulheres casadas e ao mesmo tempo era mulher de todos os homens – uma sociedade "alternativa gayzista"...,
O texto afirma que Deus havia os entregado a um sentimento pervertido, ou seja, eles movidos pela suas próprias concupiscências estavam mental-mente reprovados diante de Deus em tal condição pecaminosa (banalização do sexo e fazendo do ser humano um objeto de seu fetiche sexual) -, eis ai, um estado de HEDIONDA PECAMINOSIDADE HUMANA onde o mal era deliberada-Mente a ação combustível daquelas pessoas que pouco caso fizeram da Graça de Deus nos tempos de Paulo – “E assim como eles rejeitaram o conhecimento de Deus, Deus, por sua vez, os entregou a um sentimento depravado, para fazerem coisas que não convêm; estando cheios de toda a injustiça, malícia, cobiça, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, dolo, malignidade; sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes ao pais; néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, sem misericórdia”.
Ora, eu sei que tem gente que vai ler este texto e me acusar de fundamentalista, outros de moralista e ainda outros de fariseu ou quem sabe, de homofóbico (risos).
Mas vejam com os seus próprios olhos naturais  comparando com os nossos dias atuais se o que escrevi aqui seja falso ou inverídico?
Tirem as suas próprias conclusões morais e sociais...,
O marketing já se utiliza até de almas para se ganhar dinheiro; sim, se a nossa sociedade consumista valoriza mais o ter do que o ser - o homem-ser-pessoa virou objeto para atingir os desejos de outros, e os meros objetos se transformaram em "pessoas amadas"  a serem consumidas mercadologicamente - hoje se amam mais os objetos que deveriam ser apenas utilizados e desprezados, mas não, se usam as pessoas e depois as descartam feito os objetos sem valor...,
Pergunto Aonde vamos parar?
Haja patologias!
Aos que assim pensam peço o meu perdão – pois, é dessa forma teológica que penso sobre o tema, sem os disfarces humanistas: da psicologia, antropologia e da pseudo-filosofia – aqui me direciono di-reta-Mente ao pecado inerente ao homem, e a condição humana caída diante do criador, onde a existencialidade seja apenas um ensaio para a psicologia, o objeto da filosofia e uma incógnita para antropologia!
De perto descobrimos que somos normais... E subjetiva-Mente todos nós sabemos de que todos necessitam de luz para o seu caminhar, posto que, ninguém saiba nem o que lhe convenha o saber!
Graça e Paz. 
Mano Serafim