quinta-feira, 30 de abril de 2015

Quando se julga os outros...


O ar está rarefeito, a sensação térmica perpassa os 50º, a solidez da compreensão se liquefaz pela não assimilação dos comportamentos de outros, até o amor tornou-se liquido..
E as pessoas?
As pessoas perderam a solução essencial de ser...
Petrificaram-se ao luxo dos teres.
A individualidade encabeça uma lista de autoproteção exacerbada na corrida pela sobrevida.
Estes, equecidiços, amnesiaram-se conforme superabundou o mal nas relações de potências e de poderes, elas, as pessoas, não mais param e pensam, esqueceram que a existência precede a essência.
Todo valor é pouco diante da hipervalorização dos preconceitos.
Quem aprendeu a julgar o outro esqueceu-se de si, de olhar para dentro de si. Este se perdeu no seu mundo do Mundo, este indivíduo deseja que todos sejam como ele.
O arrefecimento sentimental humano tem ganhado volume e força na medida que as pessoas optam pela competitividade.
Não há do que se gloriar, na medida que na disputa entre forças, a chance de um milhão perder é imensa, e o que se perde ou o que se ganha com isso?
Se ganha perdendo-se , isso ocorre com o indivíduo individualista egocêntrico, e perde-se ganhando quando o ganho é de viés coletivizado .
Quem assume a posição de líder tem que levar consigo a responsabilidade de muitos que o acompanham a um lugar seguro.
A mentalidade e condição de rebanho é um erro comportamental em massa...
Nada mudará se não for a partir de seu ponto de vista.
Muda-se o olhar, muda-se também o ambiente, a aparência de tudo.
O desejo ficará guardado nos campo das ideias, porém a vontade precisará da ação do agente-homem-indivíduo-ente-pessoa para fazer acontecer.
Existe uma máxima para os dias de hoje: Se você não levar a vida como acredita ser o que você é, a vida irá te levar e te fará ser a pessoa que você jamais desejou ser .
Todavia, na Via da existência, é preciso ter paciência, tolerância e amor de sobra.
Ah, eu já tava me esquecendo (sou homem também), leve consigo uma boa dose de gratidão e de contentamento!
Analise-se e aja.

M Serafim

quarta-feira, 15 de abril de 2015


A nossa mente capta o tempo presente na existência.
Mas isso não significa que Deus seja o "evento".
O juízo foi ontem, será hoje e acontecerá amanhã.
Deus é o próprio (carrega) tempo na história, amigos.
O Senhor de todas as Eras...
Quando lanço meu olhar míope para luz de Deus, me deparo em Jó-perplexidade absurda inumana...
Jó tombado pelos seus conceitos e valores morais se esfacelou na existência?
Jó, coitado nem sabia quem era Deus e em qual empreitada ele estava metido (destino? maldição? Ou a famigerada luta de bem contra o mal?).
Mas Jó não rendeu muito e se "revoltou" com o que viu na face da Terra.
Ele discerniu sabiamente que, nem sempre os bons são coroados por bondade e nem sempre os maus são castigados com punições.
Ôooooooooo Jó.
O tido justo sofrido tendo que conviver com humanos iníquos...
Mas numa coisa Jó cria, que o seu "redentor" vivia e se levantaria para "salvá-lo". Ele não sabia como, mas viria.
Quem puder sondar a Deus não precisa de religião (e quem dela precisa?)e nem tampouco de livro sagrado.
Religião só é boa quando ajuda.
Aliás, Moisés (autor do Gênesis) nunca insistiu aos seus leitores (risos) com a ideia de que Deus existisse.
Moisés parte de um ponto de quem leia os seus escritos, apenas creia em Deus...
Imagine um lugar onde todos diferentes fossem iguais em tudo (que antagônico).
Vislumbremos, todos serão salvos - melhor, todos estarão condenados.
Sensatez, pra quê juízo sem a capacidade hominal-mental da cônscio-consciência?
Perdão, a minha infante ignorância, salvação para quê?!
Ser julgado pelo quê?
Afinal, a gente engana e se engana o tempo todo.
Dentre milhões de respostas faltas, de uma eu sei: Deus tá cagando para os nossos caprichos!
Não há Teologia que explique o que Jó experienciou existencialmente e na sua carne em seus dias..
Mas "cuidado", você que diz que vai ser arrebatado quando Jesus retornar. O seu "arrebatamento" poderá ser antecipado, e segue-se o "juízo", ok?!
Falei para vos impressionar?
Não. Mas para te fazer meditar com a alma apaziguada nesta nossa santa ignorância do nada saber...
Saiba que, essa é a nossa condição.
EH TUDO GRAÇA!
E para quem acha que sabe alguma coisa, um beijo!
M Serafim

terça-feira, 14 de abril de 2015

QUEM LER ENTENDA, SENÃO DESENTENDA-SE.

Que mal há quando mal possamos discernir que nem todo mal é mau? - o mais difícil é convencer um fanático religioso disso.
Mal nos vemos desnudados todos os dias pelos flagrantes da existência.
Nunca te esqueças, as roupas de figueiras também secam e murcham com o tempo em nosso corpo....
Mal me lembre, foi o homem quem demonizou o mal...dando-lhe nomes, rótulos e diabinhos para ele...mas que mau, hein?
Bendito seja todo o mal necessário que Deus permite que nos venha!
Que eu bem me lembro, nenhum ser criado deixou de levar consigo a pureza do Santo Criador.
A CRIAÇÃO é toda ela BENDITA!
Creia você ou não, mas é assim, e tudo só funciona por fé.
Foi num jardim das delicias de onde das barganhas entre gente e Diabo nasceram os conluios.
Da serpente a oferta era boa aos olhos humanos, porém, no quesito de discernimento entre o bem mal-visto e o mal bem-visto, o conhecimento recebido por parte do homem foi apenas blá,blá, blá...
A humanidade perdeu seu rumo quando deu ouvidos ao Diabo, e assim todo tipo de separações se multiplicaram entre os homens.
O que recebemos foi o longo caminho da MORTE.
O senhor destino começou a fazer parte da vida dos homens que optaram pela racionalidade divinizada em tudo, graça comum, somente o seu cérebro era quem os governava.
E o que herdamos senão o entenebrecimento espiritual?
Daí a nossa "razão" pedir para não pagar a conta do que a gente nunca consumiu diante do palco da vida em dores...embora a dor esteja ai, queiramos ela ou não.
Então de quem será portanto a culpa?
O que Adão fez de tão mal e ruim que em mim ainda hoje reflita como dores e morte?
Recebemos uma pena e um castigo pelo mal que não cometemos.
Por outro lado, recebemos o perdão do sacrifício que não praticamos.
Decerto que por um ato de injustiça herdamos um castigo que não merecemos, mas por um gesto de amor, somos participes de sua natureza divina, por Cristo Jesus crucificado.
Mas não nos deixemos enganar, todos nós pecamos!
-- Diabo, gente e Paraíso.
Me digam qual relação existe entre estes?
Quem responde?
Deus proverá!
Ora, Deus ficou de fora mais uma vez nessa empreitada, assim como HOJE permanece batendo na porta da Igreja desejando cear e comungar com ela.
Portanto, que mal há não crer no seu amor por nós?
O mal esmagador que o mundo carrega como a sua própria condenação!

M Serafim